Escola Técnica Geração

Professor Repórter: Neurociências aplicada à educação

Publicado em 29 de setembro de 2017. Categoria(s) Professor Repórter

neurociencias

Cladir Aparecida de Alves

Curso Técnico em Segurança do Trabalho

A manhã de sábado, 16 de setembro de 2017, foi mais um momento de aprendizado para os professores da Escola Técnica Geração com a primeira aula da terceira formação de professores.

Com esta aula foi dada largada para mais uma formação de professores da Escola Técnica Geração. Para melhor falar sobre este momento, vamos dividi-lo em 3 etapas: recepção e boas vindas, apresentação da proposta do novo curso e dos participantes e a aula desenvolvida por Larissa Zeggio Perez Figueredo.

O que aprendemos sobre a aplicação da neurociências no ensino

Após a recepção, fomos conduzidos à sala de aula e recebemos as boas vindas da diretora Ana Paula e da articuladora pedagógica Mirella Vaz. Nesta oportunidade foi apresentada a proposta e a forma com que esta formação será feita. Aliás, o curso está recheado de assuntos interessantíssimos. O tema deste ano é “As neurociências em benefício da educação”. Na sala de aula recebemos o material didático do curso, que está de cara nova e mais prático.

O novo material apresenta parte do Projeto Político Pedagógico da escola, calendários, modelo de plano de aula conforme proposta do curso da formação de professores do primeiro semestre de 2017, dicas, parábolas, programação do curso e espaços para anotações.

Sequencialmente, iniciaram-se as apresentações, momento este marcado pela colega Josiane Avila Rodrigues, a Josi, e sua personagem D. Bicota e os contos da Bucica Jacira. Nossa colega entrou na sala de aula caracterizada de D. Bicota, e claro, foi pura diversão! De acordo com a professora Josi o objetivo da personagem é mostrar que é possível aprender de forma leve, extrovertida e brincando.

Ela conta que utiliza esta estratégia nas aulas de Gestão do Estresse e Marketing Pessoal. Esta prática além de tornar a aula divertida, estimula os alunos a desenvolverem a comunicação verbal e não verbal, a perceberem a importância da imagem pessoal, criar suas próprias formas de encarar as apresentações de trabalhos em público, participar de entrevista, entre outras possibilidades.

No decorrer da manhã nossa querida colega, a professora “Norminha talentosa” também nos agraciou com um mimo: um biscoitinho personalizado com direito a mensagem individual. Obrigada Norminha! A generosidade torna nossa vida mais prazerosa e esse mimo fez parte de uma manhã de sábado especial e deliciosa.

Em seguida tivemos uma aula muito instigante conduzida pela palestrante Larissa Zeggio: “As neurociências a serviço da educação”. Desde o inicio da aula Larissa também usou uma estratégia para estimular a atenção e a participação. Qual estratégia foi essa? A cada pergunta ou outra forma de participação positiva nós professores, os alunos hoje, ganhávamos um número para sorteio de livros no final da aula. Funcionou!

Resumidamente Larissa dissertou sobre porque algumas técnicas de ensino funcionam e outras não funcionam; os princípios básicos das neurociências; o que estas ciências estudam; o que é aprendizagem (como lembramos e como esquecemos) e fatores que interferem na aprendizagem.

Ainda ficamos sabendo de muitos mitos sobre nosso cérebro, os chamados neuromitos. Aprendemos, por exemplo, de que usamos apenas 10% de nossa capacidade cerebral e de que usamos 100% do nosso cérebro em momentos e atividades diferentes ao longo do dia.

Para cada atividade há regiões cerebrais mais ou menos ativas e, assim como não utilizamos todos os grupos musculares a todo o momento, também o cérebro é usado conforme a demanda.

Os neurocientistas ainda não entendem totalmente o cérebro humano, mesmo assim o campo das neurociências tem avançado bastante. Diversos estudos apontam que áreas cerebrais não utilizadas tendem a diminuir ou ser reorganizadas, por exemplo.

Os anos 1990 e 2000 ficaram conhecidos como as décadas do cérebro, pois neste período os Estados Unidos investiram fortemente em estudos na busca de tratamento para doenças neurodegenerativas, mas infelizmente sem o sucesso desejado.

Embora os estudos sobre as doenças não tenham evoluído como desejado, houve significativo aumento das informações sobre o cérebro. Sabe-se que nascemos com todas as células cerebrais, mas estas vão envelhecendo e atividades como pensar, interagir, falar, entre outras, vão se deteriorando com o passar dos anos.

O que a aula nos proporcionou? Ferramentas para compreender o processo ensino-aprendizagem; que problemas de aprendizagem podem estar relacionados a qualquer parte do sistema nervoso, inclusive o cérebro; que o sistema nervoso se automodela deste a barriga da mãe e até a morte; e que quanto mais estímulos, maior quantidade de interligações entre os neurônios.

Quanto à aprendizagem, é preciso entender que ela deve vir com significado, levando em conta as emoções e entendendo também os fatores ambientais em que o aluno está inserido. Muitas estratégias já utilizadas na pedagogia funcionam muito bem, a exemplo de provas e testes.

Além disso, são necessários sono em dia, respeito a ritmos biológicos, exercícios físicos e alimentação adequada. Por fim, entendemos que o cérebro procura estímulo de aproximação por prazer e afasta o desprazer. O processo ensino-aprendizagem é mesmo complexo, apaixonante e desafiador.

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